- Apresentação
- O que são as drogas?
- Quais os tipos de drogas que existem e que efeitos elas provocam?
- O efeito de uma droga é o mesmo para qualquer pessoa?
- Existem drogas leves e drogas pesadas?
- Existem drogas seguras e inofensivas, que não causam nenhum problema?
- As substâncias ilegais são mais perigosas do que as legalizadas?
- As drogas naturais são menos perigosas do que as drogas químicas?
- Existem maneiras menos prejudiciais de consumir drogas?
- O que é dependência?
- Todo usuário de drogas vai se tornar um dependente?
- Por que muitos jovens têm dificuldade para reconhecer que o uso de drogas pode ser nocivo e perigoso?
- O tratamento de um dependente de drogas com medicações pode fazer com que ele se torne dependentes de remédios?
- A repressão não seria uma forma mais simples de diminuir o problema das drogas?
- Não seria mais fácil simplesmente impedir que os jovens tenham acesso às drogas?
- Qual a relação entre a disponibilidade de drogas (oferta) e o seu consumo (demanda)?
- A liberação das drogas resolveria os problemas relacionados ao uso e à dependência?
- Se não é possível acabar com a oferta de drogas, o que pode ser feito?
- Como podemos ajudar um jovem a ter uma atitude adequada com relação às drogas?
- Quais as razões que levam uma pessoa a usar drogas?
- Existem sinais para identificarmos se alguém está usando drogas?
- Deve-se conversar com os filhos sobre o uso de drogas?
- Como deve ser a informação que os pais devem dar a seus filhos a respeito de drogas?
- Como os pais devem exercer sua autoridade?
- Quando se torna impossível conversar com os filhos, a quem os pais devem procurar?
- O que pode ser feito ao se descobrir que um filho está usando drogas?
- Pais que usam ou usaram drogas ilegais no passado estão mais preparados para lidar com o problema?
- Como as escolas podem colaborar na prevenção do uso indevido de drogas?
- Em se tratando de jovens que já usaram drogas, qual deve ser a atitude da escola?
- Dentre as pessoas que usam drogas, quem deve ser tratado?
- O que é diminuição de prejuízos relacionados ao uso de drogas?
- Que tipos de ajuda terapêutica existem para os dependentes?
- O que vai ser tratado?
- Quais os transtornos psiquiátricos mais associados às dependências?
- Os dependentes de drogas devem ser internados para tratamento?
- Qual a relação entre uso de drogas e aids?
- Classificação do uso de drogas segundo a organização mundial de saúde
- Algumas definições
Apresentação
Muitas vezes desejaríamos que as drogas simplesmente não existissem, principalmente quando vemos pessoas a quem amamos sofrendo e nos fazendo sofrer por estarem envolvidas com drogas. Entretanto, elas existem. O que podemos fazer é tentar evitar que as pessoas se envolvam com essas substâncias. Os que já se envolveram, podemos ajudá-los a evitar que se tornem dependentes. Para aqueles que já se tornaram dependentes, cabe-nos oferecer os melhores meios para que possam abandonar a dependência. Se, apesar de todos os nossos esforços, eles continuarem a consumir drogas, temos a obrigação de orientá-los para que o façam da maneira menos prejudicial possível, mantendo a esperança de que estejam atravessando uma fase difícil e necessitando, portanto, de nosso apoio.
Levantamento feito junto às famílias que procuram o serviço de orientação oferecido pelo PROAD - Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes apontaram a necessidade de materiais informativos sobre drogas.
Dentre as propostas apresentadas pelos 2000 participantes da sociedade civil no I Fórum Nacional Antidrogas, ocorrido em novembro de 1998, destacam-se: a necessidade de ações concretas de informação e prevenção, valorizando a pessoa e a família; a qualificação de recursos humanos que atuam na área por meio de capacitação; e a divulgação de materiais informativos sobre drogas.
Diante esses fatos, lança-se uma cartilha para orientar as famílias e posicionar o Estado quando a família está ausente. Esta é a primeira de uma série de publicações com o título "Diálogo".
Outrossim, convém lembrar que no mês de junho de 1998, o Excelentíssimo Presidente da República, atendendo convocação das Nações Unidas e participando de memorável Assembléia Especial, entendeu, relativamente à questão das drogas ilícitas, em aderir ao princípio da responsabilidade compartilhada entre os Estados-membros. Mais ainda, o Brasil comprometeu-se, dentro em dez anos, com a eliminação do flagelo representado pelas drogas.
Para tanto, apresentou o Excelentíssimo Presidente Fernando Henrique Cardoso às Nações Unidas o novo Sistema Nacional Antidrogas, que tem como órgão central a Casa Militar da Presidência da República. Na mesma ocasião e invocando permissivo Constitucional (artigo 84, incisos IV e VI), baixou Decreto fixando os objetivos do Sistema, elencando os órgãos integrantes e fixando competências e atribuições.
Subordinada à Casa Militar da Presidência da República, foi criada, na condição de órgão executivo do Sistema, a Secretaria Nacional Antidrogas, competindo-lhe, dentre outras tarefas, a de "planejar, coordenar, supervisionar e controlar as atividades de prevenção e repressão ao tráfico ilícito, uso indevido e produção não autorizada de substâncias entorpecentes e drogas que causem dependência física ou psíquica, e a atividade de recuperação de dependentes".
Diante de tal contexto, procurou a Secretaria, balizada pela regra fundamental da necessidade da cooperação internacional para enfrentamento da questão do uso indevido de drogas, buscar, inicialmente no Brasil, parceria com o escritório do Programa das Nações Unidas para o Controle Internacional de Drogas - UNDCP. Para tanto, muito contribui o Exmo. Prof. Pino Arlacchi, que dirige, de Viena, os destinos do UNDCP.
A SENAD – Secretaria Nacional Antidrogas preconiza, recomenda e incentiva:
1- que as pessoas devam almejar uma redução dos riscos que ameaçam os consumidores de drogas e toda a sociedade, em matéria de saúde, como a transmissão de doenças infecciosas por partilha de equipamento não esterilizado etc. ;
2- a redução do consumo de drogas, da toxicodependência e de todos os problemas decorrentes, como o social, o ocupacional, o financeiro e o familiar;
3- a redução da procura de drogas ilegais, pois a busca estimula a oferta.
SECRETARIA NACIONAL ANTIDROGAS
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